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A PANTERA
(No Jardin des Plantes, Paris)
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Rainer Maria Rilke
De tanto olhar as grades
seu olhar esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.
A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.
De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem,
então,
na tensa paz dos músculo se instila
para morrer no coração.
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do livro
"Novos Poemas" - 1907
tradução de Augusto de Campos
in Coisas e anjos de Rilke - 2001
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poema lido no sítio
www.algumapoesia.com.br
boletim poesia.net nº 50
17/12/2003
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